Trabalho, trânsito, problemas pessoais, filhos, relacionamentos amorosos, finanças, mudanças no estilo de vida, falta de tempo livre para o lazer e para a família. A lista de possíveis causas do estresse não tem limites, mas as consequências desse mal podem ir de depressão e síndromes a doenças isquêmicas do coração e cérebro-vasculares – como o acidente vascular cerebral (AVC) – que, juntas, mataram quase 2 mil pessoas no Amazonas, no ano passado, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Susam).

Com o dia a dia cada vez mais corrido e tantas atribuições, fica difícil não se estressar. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse atinge 90% da população mundial. Só no Brasil, 70% da população sofrem com esse mal, sendo que 30% chegam a ter níveis elevados de estresse. Apesar da frequência, nem sempre os sintomas são facilmente percebidos.

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Especialistas alertam: se há controle da doença, a pessoa não terá danos. No entanto, se a condição de desequilíbrio permanecer por tempo prolongado, as doenças começam a surgir e a impaciência, a ansiedade e a depressão podem se estabelecer, conforme explica a professora doutora em Psicologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raquel de Almeida Castro.

“Geralmente a doença se desenvolve quando vivemos sob pressão, com prazos, e isso é permanente no mundo de hoje. Se forem situações isoladas, em que há o controle e o retorno para o estado normal, não há danos. O problema está justamente quando não há um retrocesso dessa pressão sob o ser humano”, destaca ela.

Um dos grandes problemas da doença, segundo Raquel, é a falta de atenção dada pela população, uma vez que o problema inicialmente se manifesta apenas por meio de sintomas “psicos”. “As pessoas tendem a acreditar que os problemas que têm a ver com cansaço mental não são graves como  outras doenças, mas são tão maléficos quanto aqueles que apresentam sintomas físicos”, explicou.

Por trás da doença

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Para ela, o estresse é a porta de entrada para tantos outros problemas que vão desde síndrome do pânico a alergias, problemas de coração e depressão, por exemplo. “O estresse mexe com todo o metabolismo e isso vai fazer com que a pessoa desenvolva sintomas físicos”, ressaltou.

Em casos extremos, em que o estresse foge do controle e começa a prejudicar outros setores da vida, é preciso procurar a ajuda de profissionais, que podem ser psicólogos e terapeutas, orienta. “Há casos em que só com ajuda profissional é possível resolver, porque a pessoa já perdeu controle sobre a situação”.

Vale lembrar que ninguém adoece por conta do estresse de uma hora para outra.  O corpo começa a dar sinais e é preciso estar atendo a eles. Cansaço, impaciência, irritabilidade, ansiedade, dores de cabeça, indisposição e instabilidade emocional são alguns deles. E, sem tratamento adequado, podem levar o paciente a um quadro de depressão.

Fórmula da felicidade

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Não há uma fórmula para evitar o estresse, mas algumas medidas podem ajudar a combater o problema. De acordo com a psicóloga, o primeiro passo é entender e aceitar a situação, descobrir se há motivos de sofrimento e quais suas causas. Depois, a dica é criar atividades agradáveis alternativas.

A primeira é a prática de atividades físicas, que além de ajudar no tratamento do estresse, pode prevenir a doença. “A ideia é alternar entre atividades que não sobrecarreguem, mas que tragam algum tipo de prazer. Qualidade de vida é fundamental”.

Diferentes tipos e fases da doença

O estresse pode ser dividido em dois tipos diferentes: o ‘Eustress’ e o ‘Destress’;

O ‘Eustress’ é o estresse positivo, necessário para corresponder às suas demandas do dia a dia.

O ‘Destress’ é o estresse negativo, com efeito prejudicial ao desempenho pessoal, pois ultrapassa o limite necessário para a realização das atividades diárias.

Especialistas afirmam ainda que o estresse tem três fases: o alarme, a resistência e o esgotamento.

Na fase de alarme, ele mobiliza a energia para a realização de uma ação, mas as forças do corpo não têm prejuízo.

A resistência é a fase em que o corpo começa a dar sintomas do estresse acima do limite. É aí que deve haver a intervenção, com mudanças no estilo de vida.

A terceira fase, do esgotamento, é chamada de ‘Burnout’, alusão ao fim da energia do corpo. Quando o paciente atinge esse ponto, normalmente precisa de tratamento multidisciplinar para restabelecimento físico e emocional.

As reações variam de pessoa para pessoa, assim como ninguém é igual, nossos organismos reagem de forma diferente, mesmo que estejam vivenciando as mesmas coisas, isso está vinculado à genética, ao temperamento, à personalidade, à maneira de perceber e assimilar as situações.Por isso é importante investigar o que está causando o desconforto, encontrar o foco do problema e buscar meios de eliminá-lo.

Fonte: https://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/considerado-o-mal-do-seculo-21-o-estresse-pode-se-desenvolver-em-doenca-cronica-com-caos-urbano

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